domingo, 13 de maio de 2012
As coisas nunca dão certo pra mim, mesmo quando parece estar tudo bem, sempre tem algo que dá errado. O meu “estou bem” nunca é 100%, ou quando é não dura muito. Sempre tem alguém faltando, sempre tem uma frustração pra acabar com o meu sorriso. E eu nem conto as vezes que sorri com os olhos querendo transbordar rios de lágrimas. Mas eu engulo o choro, engulo a dor, engulo todas as palavras que lançam contra mim e vou embora em silêncio, e sempre com um sorriso no rosto. Tudo isso pra dizer que sou forte. E eu até sou, sabe? Forte até demais, porque com tantas coisas ruins acontecendo o tempo todo, eu continuo aqui. Mas a minha força tem limite, e eu tenho meus pontos fracos. E quando o estoque de sorrisos acaba, eu desabo em lágrimas e mais lágrimas, eu choro silenciosamente trancada no meu quarto, abafando os soluços com o travesseiro e enxugando as lágrimas no meu lençol. E ninguém imagina que a garota sorridente, auto-confiante, com aparencia forte e destemida é tão frágil, feita de porcelana. Uma muralha, de vidro fumê… Transparentemente envolvida por uma película negra… Alguns temem por não conseguir enxergar o que há por trás e não sabem que me quebram facilmente com aquelas pedras que atiram em mim. E chega um dia em que a gente cansa de chorar, de se doer, de se doar, inventa um sorriso, coloca no rosto e segue em frente. E o que antes servia pra enganar os outros, agora é pra tentar enganar a si mesmo, e quem sabe acreditar que pode ser feliz…
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